domingo, 26 de junho de 2011

Sussuros...

Alguns me perguntaram sobre os textos que aqui estão, qual era o meu preferido.
Pois aqui está,apreciem como se esses pequenos segundos fossem os últimos de sua visão.


Poesias nada mais são que sussurros…

Sussurros de dores e tristezas do homem,

Tais carregam ironicamente sorrisos vazios,

Estampando falsas figuras.


Seres incompletos e repletos de discursos,

Já feitos e desfeitos demasiadamente…


Ouço gritos excêntricos,

Os cartazes já foram colados,

As pessoas festejam sua estupidez,

Gritam palavras incoerentes…

Pobres tolos

Morreremos todos.


domingo, 12 de junho de 2011

Pedido

Ana era uma garota diferente,
Não ligava para o que os outros diziam,
Não criava histórias fictícias,
Não sofria horrores desnecessários
Nunca criava monstros.

Era a criança perfeita
Nunca havia lágrimas
Muito menos reclamações
Não fazia pedidos
Nem indagações.

Porém em uma manhã comum,
Quando ninguém esperava
Gritou que queria morrer,
Sua mãe horrorizada
Pois-se a chorar.

O fato foi esquecido durante o dia,
Mas Ana ao deitar-se nunca mais acordou.

sábado, 11 de junho de 2011

Categorizar

Algo que não se pode categorizar
Com um genérico substantivo.
Sim, é isso que somos.
Seres repletos,
Complexos,
Que categorizam o mundo a sua volta
E o que são, inutilmente tentam categorizar.

Socialmente

Bombas de brincar,
Contos de misérias,
Felicidade para comprar.

Está não é uma fé cega!
Falham-lhe todos os outros sentidos,
Pobres tolos, com sua fé vegetativa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Receio

Uma garota lendo um folheto
Vê uma palavra de significado desconhecido,
INDIGNAÇÃO,
Ela se vira para a avó
Que ao seu lado estava e pergunta?
Vó o que é indignação?
A velha com receio responde:
Indignação,isso é coisa de quem lê livros.
Não perca seu tempo,
Vá já a TV ligar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

?



E se a busca incansável de respostas,
For a resposta definitiva
Daquilo que buscamos??




Parte final

Que se dane tudo o que lhes foi dito sobre a morte,
Todos mentem,tudo é mito...
Obtive minhas respostas,
Minha existência me foi explicada
Porém minha voz se esvai, pois arrancam de mim o direito
De que eu possa revelar a vocês a verdade,
Me despeço de tudo que me prende,
Parto agora para o caminho que um dia vocês também trilharão...
Não temam...
Tudo o que vocês sabem são como contos de fadas e crianças,
Um dia eles simplesmente deixam de fazer efeito.

Visões de um cego

O mundo anda cego,
Vai abre teus olhos!
Grita de longe uma velha...
Porém esses seres cegos dizem:
Estou a me ver no espelho,
Pois vejo!
Pois vejo!
Ai estais a cegueira humana.
O homem só encontrará a visão,
Quando deixar de "ver" espelhos
E enxergar através deles.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Musa

A pobre garota olha, questiona e chora,
Pra que ver o mundo desse jeito?
Amputado, incompleto e nu...
Entre agonias e desesperos,
Ela retrata a vida,
Sua musa mal amada...
Que amor?
Que vida?
Que musa?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Parte V

Quando estava vivo,
Meu maior medo,
Era não respirar;
Morrer por falta de ar.
Minha vida,
Era bem mais que uma turbulência,
Resolvi então,
Não enfrentar mais meus pequenos medos,
E por não enfrenta-los,
Tornaram-se gigantes,
A cada passo roubavam meu ar,
E em passo desesperado de loucura,
Enfrentei meu maior medo,
Morri enforcado,
Com falta de ar.

Criações de ônibus.

Sou a luz de um povo cego,
A lei em uma anarquia,
Sou a força das mãos caídas,
O profeta mudo que ninguém ouve.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Parte IX

Não preciso abrir meus olhos,
Nem sei se os tenho,
Não vejo nada além da escuridão,
Não sei se não vejo,
Ou se não existe luz,
Não sei se estou suspenso no ar,
Não sinto meu corpo,
Mal,sei se o tenho...
Ar,então...
Já senti sua falta por muito tempo,
Até perceber que não precisava mais dele.
Aqui onde nada se sente,
E tudo se volta contra mim,
Tento compreender o mundo,
E me compreender ao menos.
Parte III

Aqui onde o sol não nasce,
As horas não passam,
Onde nem eu mesmo existo,
Na loucura entorpecente do silêncio,
No vazio incalculável do nada,
A unica coisa que pode ser feita é pensar,
Pois aqui não existe nem mesmo o ar.

Parte II

Aqui onde nada existe,
É complicado demais pensar;
O remorso já ocupa quase toda a minha mente,
Vejo em flashback,
Todos os segundos de minha vida,
Me relembro de todas as dores,
Até as que eu julgava nunca terem existido,
Choro com os momentos felizes,
E como a vida poderia ter valido a pena,
Rezo,
Me nego a me aceitar;
As vezes penso que isso é um grande sonho.

terça-feira, 5 de abril de 2011


Parte I
Hoje aqui no vazio da minha morte,
Relembro minha vida;
E toda dor de ser vivida,

E agora resta-me só,
O remorso,
A lembrança
E o desejo...

Talvez um dia conte a minha história,
Mas apenas uma coisa peço a vocês:
Não procure a morte,
Espere que ela os encontre,
E dessa forma não a tema.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coisas mínimas



Olá seguidores!

Começarei uma nova fase do meu Blog:Coisas mínimas.
Serão pequenos textos, com toda irrelevância do dia-a-dia, fatos corriqueiros e insalubridades....
Mergulhem nessa loucura!
Começarei por uma pequena série de textos, que dei o nome de: Diário de um suicida.
Dividido em seis textos,
o Diário de um suicida retrata a pós morte do mesmo...
Sintam-se mortos...
Boa Leitura!

Fim?

Além do horizonte,
Lá no firmamento,
Quatro elefantes sustentam o céu;
Um ratinho perambula...
Triste fim da humanidade...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cega evolução

Andamos sem direção,

Uma marcha rápida de uma evolução cega,

Nos tornamos verdadeiras maquinas,

E agora nos vemos desesperados…

“O que é sentir?”

A simplicidade cada vez mais distante de nós,

Milhões de rostos estranhos,etéreos,inacessíveis.

Vivemos mais…porém o tempo não é suficiente,

Pra encarar os fantasmas da verdade de frente,

Perdemos nossos valores…

Chegou o tempo em que ter sentimentos…

É ridículo,modinha,brega…

Pois bem,sejamos ridículos e não frustrados!

Pague mico,fale bobagens…

Troque o status da sua vida para disponível,

Grite suas ideologias!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sanidade(?)



Não!
A normalidade não existe!
Já havia dito uma vez e novamente repito.
A normalidade não existe!
Não sei fingir,
Não me faço de louca.
Nem tão pouco sou atriz da vida.

As vezes me temo,
As emoções me dominam,
Elas gritam desesperadamente dentro de mim,
Eu quero o intenso,
O imenso,
Não gosto nem desgosto do que sinto,
Simplesmente convivo e me aceito.

Poeta não...

Poesia é pra poeta.
Não se engane eu nunca fui,
Confesso que as vezes escrevo coisas de grande sentido,
E outras que não dizem nada com nada.
As vezes me doi enxergar o nojo da vida,
As vezes como uma boa menina enxergo a vida de uma forma pura.
Eu simplesmente escrevo,
Cheia de mim,
Cheia de dúvidas,pureza,receios e medo.

Desvendando...

Pensamentos?
Eles nunca se distanciaram de mim...
Me cercam,
Aprisionam,
Dominam.
A cabeça é uma maquina fotográfica,
Fotos que não dizem nada.
Fotos que falam tudo.
E assim está constituída a vida:
Um ver e desvendar de imagens,
Uma busca por significados ocultos,
Milhões de palavras perdidas,
E os versos meu caro?
São o escarro da vida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

(;)

Que caia a chuva
A água no rosto,
No corpo...
O prazer do toque,
Na inocência do ato.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Caos?

A vida não é suave…

Para que amenizar a solidão?

Tudo é um caos…

E agora?

Estamos todos presos em um enfeite de natal.

Canibais (?)

Agora percebo,

Que realmente somos,

Canibais de nós mesmos,

Nos devoramos,

Devoramos os outros,

E não sabemos ao certo,

A medida dessa maldade…

Até que ponto seremos nós?

Até que ponto nos suportaremos?

Até que ponto seremos o que não queremos ser?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mudança de visão...


Vamos começar esse fim,

Olhar para os pés e ver o céu,

Dormir acordados a nossa realidade,

Vamos comer livros e contemplar maçãs.

E o que vier será apenas o recomeço…

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Andando em círculos...


Talvez eu escreva utopias,

Ou palavras sem sentido?

Penso na morte,no medo…

Vejo meus sonhos perdidos,

Procuro cegamente uma verdade.

A cada dia me afasto da vida,

Numa inútil ansiedade de chegar…

Onde?A nenhum lugar?

Abre-se a noite e estremeço

Fico entre o Céu e o Inferno

Entre o real e o irreal permaneço,

Não consigo me sobrepor a isso!

Há sempre uma lágrima,

Travando uma luta vã pela sua liberdade.

E tantos pensamento incoerentes.

Sinto-me no limite da esperança

O tempo morre e morro eu;

Resta em mim aquela lembrança,

Do agora que não se faz presente,

A infância é a única aliada dos loucos.


Crises...


Em seus corações o amor é supérfluo e as suas palavras são escarros fétidos que saem de suas bocas imundas, e os seus corpos são habitados por fantasmas horrendos,alegrai-vos com a completa ignorância ela é o cume da inocência.

Momentos...

A música invadia minhas entranhas…

Eu sentia um prazer eloquente,

O som excitava todos os meus sentidos,

Não havia espaço para dúvidas…

Enfim era Rock meu caro!

Aposta

A tristeza aguça o engenho das letras,

Lástima..

O que dizer das crianças que choram?

E dos adultos que riem sem graça?

O que dizer das palavras vomitadas a cada instante?

Como não envenenar o mundo com o excesso delas?

A vida vem cautelosa ,

Se mostrando vulgar e incapaz,

De uma resposta sucinta.

Devemos então encerrar nossas buscas

E sem nenhuma estranheza,

Nos despirmos da dúvida.

E assim a realidade está composta,

Só enxergo o presente,

E o futuro nada mais é que uma…

Aposta.

Formar(?)

Nós formamos a deformação da mente.

Qual é a diferença?

Mudamos o contexto o texto e o pretexto…

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sussuros...

Poesias nada mais são que sussurros…

Sussurros de dores e tristezas do homem,

Tais carregam ironicamente sorrisos vazios,

Estampando falsas figuras.


Seres incompletos e repletos de discursos,

Já feitos e desfeitos demasiadamente…


Ouço gritos excêntricos,

Os cartazes já foram colados,

As pessoas festejam sua estupidez,

Gritam palavras incoerentes…

Pobres tolos

Morreremos todos.

Uga!

Agora percebo,

Somos canibais de nós mesmos,

Nos devoramos,

Devoramos os outros,

E não sabemos ao certo a medida desse mal…

Até que ponto seremos nós?

Até que ponto nos suportaremos?

Até que ponto seremos o que não queremos ser?

Ants?


Penso nas formigas…

Serão elas trabalhadoras “tempos modernos”?

Ou bem mais que um símbolo o oposto disso tudo?

Enxergar…

Nossa visão…

É apenas aquilo que queremos enxergar?

Ou é aquilo que podemos?

Toda nossa capacidade,

Se abrange ao mundo?

Ou somos completamente cegos…

Cuja nossa muleta é a verdade?

Confusões

Eu abria um grande sorriso pra dizer que meu escudo era completamente seguro,

Porém um dia veio a verdade,

Eu já estava ferida antes msm de saber da existencia de uma batalha.

Sim foi ele um cavaleiro negro,

Prenda-o e traga-me a cabeça para que eu possa contemplar minha dor entregando lhe um beijo.

Transformar (?)

Abandone essa velha história de pírua!

Pois quem se deixa vencer pelo fogo,

Será algo que se deixou corromper,

Será apenas distração pra crianças mal criadas…

Devaneios

Se sentir feliz é apenas uma ilusão criada pela nossa sociedade,
É algo totalmente subjetivo e alcançável,
Até que me provem o contrário,
O que acho difícil.
Os outros animais não são felizes, nem tristes.
Eles apenas estão trancados dentro de um corpo,
Desempenhando uma função especifica pelo resto de suas vidas,
Assim como nós,
Eles apenas não sabem disso.
O erro do ser humano foi saber.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Máscara

Cabeça cheia,

Coração vazio,

Dúvidas pulsam na cabeça;

Pórem falsamente mantenho um maldito sorriso.

Falta de vergonha?

Falta de coragem!

Incertezas certas?

Pórem falsamente mantenho um maldito sorriso.

Sobra de oportunidades,

Falta de ação,

Desculpas aos montes,

Pórem falsamente mantenho um maldito sorriso.

Não suporto mais esperar,

Não suporto mais não agir.

Chega não quero mais pensar!

Só quero falsamente manter um maldito sorriso.

Pórem até quando?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Felicidade

Felicidade?
O que é pra vc?
O beijo?
O abraço?
O sorriso?
Será que devemos buscar a felicidade?
Ou simplesmente acreditar na sua inexistência?
Será que a felicidade é um grau de evolução do ser humano?
Ou simplesmente outro nome bonito da morte?